"Eu não quero ser o que eu não sou, eu não sou maior que o mar."


Contato: leogdias@yahoo.com.br







4 de setembro de 2009

Pedra da Gávea

Portal da Gávea

A Carrasqueira


Finalmente, o sonho foi realizado! Desde criança sonhava em subir a Pedra da Gávea, e era aquele sonho que a gente vai deixando, deixando e de repente vê que o tempo já passou. Mas não desta vez. Fui lá e comprovei: Vale todo o esforço!

Vou dizendo logo: é pesada! Mas como vale a pena! São cerca de 3h de subida, quase 800m de altitude em apenas 1650m de distância, dá pra imaginar a inclinação.



Bom, as fotos dispensam comentários. E a temida Carrasqueira? Bom, não é moleza, não.
A princípio pareceu tranquila, mas na volta, a descida é sempre mais complicada, deu pra ver que não dá pra dar mole. Ela exige preparo físico, muita atenção e habilidade. De qualquer maneira uma corda ajuda muito. Só não entendo porque não colocam aqueles degraus de ferro na carrasqueira, a trilha é cheia deles, e quando chega a parte mais perigosa, nenhum! Dá pra entender?


É isso aí galera! Quem puder ir, vá. O lugar é incrível, e digo mais, mesmo que você não queira subir a carrasqueira, só o visual até lá já vale a pena.

Com essa, a Matrilha completou todas as trilhas oficiais do Parque Nacional da Tijuca, além de algumas não oficiais. Acho que vamos começar a expandir. Afinal, as trilhas são incontáveis, e a alegria de percorrê-las é infinita.








18 de agosto de 2009

Praia do Perigoso - Pedra da Tartaruga

Você conhece alguma cidade que tenha praias paradisíacas, mas que para se chegar a estas praias seja necessário caminhar 40 minutos por uma trilha para chegar a primeira delas? Sim, existem alguns lugares assim, aqui mesmo no Brasil, em algumas cidades litorâneas pequenas. Só que não há necessidade de ir muito longe. Estou falando de uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes, uma metrópole, que você conhece: Rio de Janeiro.
Ela merece o título: Cidade Maravilhosa, e digo mais, o mérito é todo dela, porque ela é maravilhosa apesar dos que os homens fizeram com ela.



Pedra da Tartaruga

Deixamos o carro em Barra de Guaratiba e entramos na trilha, que vai costeando o mar até chegar a Praia do Perigoso, no pé da Pedra da Tartaruga, a primeira das quatro praias isoladas entre Grumari e Barra de Guaratiba.

Para ratificar o que disse acima, é triste ver quanto lixo e pichação na trilha e na praia, mas apesar de tudo, é maravilhosa.
Logo nas primeiras curvas da trilha podemos ver a Pedra da Tartaruga, não precisa perguntar o porquê do nome.
Antes de chegar a Praia, segui a bifurcação para o cume da Pedra da Tartaruga de onde se vê três das quatro praias.
Praia do Perigoso, vista do cume da Tartaruga

Desci então e dei um mergulho delicioso nesta praia selvagem, água morna e limpa. Faltou um pouco de disposição para seguir para a Praia do Meio, então resolvi deixar pra próxima.
Na volta, fomos brindados pela companhia desta bela ave, que não sei o nome, mas que tem um rabo extremamente bonito, principalmente quando aberto.

16 de agosto de 2009

Corcovado

Fomos ao Corcovado. De tremzinho? Não. De Van? Não. De Carro? Não. Então como? Pela trilha é lógico! Trilha fascinante, não há maneira melhor de conhecer o Corcovado, pena que a grande maioria dos turistas não conheça esta opção.


Saída do Parque Lage, olha o nosso destino lá em cima
Saímos do Parque Lage, no começo é uma trilha bem leve, em zig-zag, passando por algumas belas quedas d'água. Porém, após cruzarmos pela terceira vez o mesmo rio, começa a parte pesada da trilha, onde subimos cerca de 500m percorrendo apenas uns 1000m, imagine a inclinação.



O Cristo em uma das brechas da floresta

Foi surpreendente a quantidade de animais que encontramos na trilha. Esquilos, pelo menos uns sete, andando juntos, elétricos, nos acompanharam por uns 200m pareciam querer nos cercar. Um macaco prego solitário, que não parava de jogar os restos de seu lanche de cima da árvore, parecia um bombardeio. E um sagüi, também solitário, este parecia fascinado pela minha mochila, acho que ele advinhou que tinha banana lá. Nos seguiu também uns 200 m, como não ganhou nada, desistiu.



Uma das cascatas, a partir daqui fica pesado




Cordinha salvadora, estava escorregando muito


A trilha segue bem inclinada, até chegar ao trilho do trem do corcovado. A partir daí seguimos o trilho por mais uns 300m e saímos na estrada, mais uns 300m e... Barrados!!!!

Quase lá, já na pista





Monike querendo pegar uma carona


O guarda parou a gente e informou que tínhamos que pagar. Tudo bem, quanto é? Treze reais. Tá legal, onde compro? Você veio pela trilha? Ah, vai ter que descer, só vende lá embaixo.
Dá pra acreditar?????????????????????????????????????????????



Curva do Oh! Pra gente foi a curva do Ah! Estamos chegando.






Parque Lage, visto do Corcovado


Quer saber de uma coisa. Tiramos a foto de costas e descemos felizes trilha abaixo. Invés dos 50 reais do trem, ou dos 26 da van, não gastamos nem um centavo e posso dizer sem nenhuma dúvida: agora, sim, eu conheço o Corcovado!






Barrados! Tudo bem! A pose tradiconal, ao contrário









29 de julho de 2009

Serrilha do Papagaio

Fantástica! Não posso deixar de registrar. É a mais bonita, interessante, completa e desafiadora trilha da Floresta da Tijuca. O Parque não a divulga, parece que por não estar sinalizada. É uma pena que escondam o que tem de mais bonito. Vale lembrar que esta não é, pelo menos em grande parte a trilha para o Bico do Papagaio.




Eles merecem um
descanso, não é?
À direita, a Fenda do Inferno
ou Fenda do Papagaio

Saí do Bom Retiro, mais uma trilha que nasce lá. Mas logo no começo da trilha para o Bico do Papagaio e Cocanha entra-se à direita. Logo subi muito e em menos de uma hora de trilha já estava acima dos 900 m, e entre subidas e descidas não voltamos abaixo dos 900 até depois do Bico do Papagaio.


Fenda do Inferno ou do Papagaio






Atravessando a Fenda do Inferno



São mirantes incríveis, de onde vemos quase tudo que pode ser visto dos picos da Floresta da Tijuca. Muitos trechos necessitam o uso das mãos, com pequenas escaladas. Não há necessidade de corda (com exceção do cume do Bico do Papagaio), mas é necessário muita atenção e cuidado. O preparo físico tem que estar pelo menos bom, pois os aclives e declives são constantes e vertiginosos. Mais a recompensa supera e muito o desafio.



Bico do Papagaio





Não tinha referências muito seguras, apenas uma descrição do trajeto, sem mapa, nem desenho. Trata-se de um circuito, e a minha garantia é que eu sabia voltar. E assim fui. Depois de quase três horas de escalaminhadas estava procurando uma pedra que se chama Pedra do Urubu e então vejo no fim de uma subida o próprio em cima de uma pedra. Pensei: "Só pode ser esta". Mas estava enganado a original era um pouco mais adiante. Chegava então no trecho mais interessante da trilha, o Bico do Papagaio. Primeiro, antes de encarar a fenda do inferno, fui na base do Bico do lado esquerdo de quem vem pela Serrilha, lugar de incrível paz. Digo, sem titubear, que é o lugar mais agradável de todos os que fui nessas mais de vinte trilhas na Floresta da Tijuca. Renovado segui para a Fenda. Não é tão perigoso quanto alguns falam. Realmente há aqueles que não se sentirão a vontade para atravessá-la e temos que respeitar nossos limites. Mas é fascinante. Atravessa-se pela fenda, com um precipício ao lado. É de tirar o fôlego, mais pela beleza do lugar do que pelo perigo.

Barra e Recreio





Chegando ao lado oposto, contornei a pedra e subi no Bico propriamente dito. Não no cume, que necessitaria de equipamento especial, mas na pedra ao lado do cume. Muito lindo, mas a base é mais interessante.

Pico da Tijuca com Baía de Guanabara





Depois foi só seguir pela trilha do Bico do Papagaio. Exausto! Foram quatro horas e vinte de caminhada, mais de 500 m de subida e de descida, em cerca de 4 km de trilha, mas repito: É pouco! Valia o dobro.




Transferiram o Cristo pro Sumaré?

Ao fundo Maricá, isto mesmo, praia de Maricá!

22 de julho de 2009

Morro da Cocanha

Pronto, vocês reparam que na última postagem eu disse que estava "praticamente recuperado", pois é, fui na Pedra Bonita e minha distensão piorou, fiquei mais um mês de molho.

Mas voltei. Fui, desta vez sozinho, para o Morro da Cocanha.


Pico da Tijuca, visto do topo do Morro da Cocanha

Chegando no Bom Retiro, lugar de início da trilha, o mesmo do Pico da Tijuca, fui avisado pelo guarda que havia um aviso do Ibama sobre o perigo de abelhas africanas na trilha pro Papagaio e pra Cocanha. Sei que não é pouca coisa, pois vocês, que têm (a nova ortografia tirou este acento?)medo de tubarão, onça, aranha, cobra e outros bichos, fiquem sabendo que a maioria absoluta das mortes no mundo por animais selvagens é causada por abelhas.


Ao fundo, Cristo, Praias oceânicas de Niterói e, mais à direita, Ipanema


Mas enfim, eu respeito elas e elas me respeitam, redobrei a atenção e cuidei de não fazer muito barulho e segui em frente.


O mais fiel membro de "A Matrilha" no topo da Cocanha,

ao fundo bem no centro a Pedra do Conde

A trilha é muito agradável e apesar de serem quase 400m de altitude a se vencer, a trilha só fica íngreme no final. Chegando no topo o visual é lindo, páreo para o Pico da Tijuca, como vocês podem ver nas fotos. Ficou faltando subir a última pedra, mas não tinha levado a corda, e lá só com a corda mesmo. Vamos dizer que ficou como atração pra próxima vez.


Bico do Papagaio, visto da Trilha


Na volta tomei um belo estabaco. Escorreguei e desci uns dois metros quicando nas raízes das árvores. Ficou um pouco dolorido mas nada para se preocupar. Foi descuido mesmo.
Bom, vou ficando por aqui. Curtam as fotos e aguardem que vem mais por aí.

27 de maio de 2009

Pedra Bonita


Praticamente recuperado da contusão voltei às trilhas. Resolvemos ir à Pedra Bonita. A trilha começa no primeiro estacionamento da estrada que leva para a rampa de asa delta, na Estrada das Canoas. Há uma placa sinalizando. É um trilha leve, fácil, bem sinalizada e com um visual indescritível. Recomendadíssima para trilheiros de primeira viagem.


Logo depois de estacionar o carro fomos recebidos pelo nosso guia, que logo ganharia o nome de Trilheiro. Trata-se deste simpático cão, que foi o tempo todo a nossa frente indicando o caminho.

Logo, logo chegamos ao cume e ficamos sem fala ante tal beleza. Bem a nossa frente, nunca tão perto, estava a Pedra da Gávea. À direita e à esquerda todo o litoral carioca.

Nosso amigo guia não se fez de rogado, foi mostrando todos os mirantes e depois, quando montei a máquina para tirar uma foto nossa com o temporizador, ele fez questão de participar, como vocês podem ver na foto. Tentei duas vezes, mas ele fazia questão de ficar na frente. Desisti. Afinal isto é ou não é A Matrilha. Cães serão sempre bem vindos.

Por fim, quando resolvemos voltar, separamos umas bananas passa para o Trilheiro, e cadê ele? Tinha sumido. Acho que ficou chateado por causa da foto, ele até resmungou quando reclamei. Paciência, prometo levar uns biscoitinhos pra ele da próxima vez.

Só pra finalizar com chave de ouro, apareceu este gavião dando rasante sobre nossas cabeças. Ficou a satisfação de uma bela trilha e cada vez estamos mais próximos: Pedra da Gávea, a matrilha está chegando!!
Mais fotos no Orkut da Monike.










19 de maio de 2009

Andaraí Maior

Bom, como a ansiedade é grande, e eu estou com uma contusão na perna que provavelmente vai me impedir de fazer a trilha programada para esta semana, vou trazer o relato da trilha para o morro Andaraí Maior, na Floresta da Tijuca, que fizemos semana passada.

Deixamos a Belle no colégio, reclamando que queria ir com a gente, e partimos para a Floresta. A entrada da trilha fica na Estrada do Excelsior, onde não é permitida a entrada de carros. Então caminhamos pela estrada que começa a ser engolida pela floresta mas ainda mantém restos do asfalto. Após uns 20 minutos de subida, em uma curva acentuada, começa o Caminho da Caveira, que dá acesso também a Tijuca Mirim e ao Pico da Tijuca, embora, para o Pico da Tijuca, seja uma trilha mais longa que a mais usada que começa no Bom Retiro.
A partir daqui a trilha fica mais fechada e mais íngreme. São uns 2 km, com uma subida de mais ou menos 350m. É uma trilha bem sinalizada e sem grandes dificuldades.

Seguimos subindo, então. Mais uns 30 minutos de caminhada chegamos a bifurcação, onde à esquerda se chega no Tijuca Mirim, à frente há uma trilha já mal demarcada onde dizem chega-se ao Morro do Elefante. Seguimos à direita em direção ao Andaraí Maior. Aqui a trilha se torna um pouco mais fechada, mas continua facilmente identificada. Um pouco mais à frente encontramos a bifurcação que leva à Gruta Maior, e decidimos que iríamos lá na volta. Iríamos.

Seguimos em frente, e a Monike, que enxerga tudo na mata, localizou esta linda flor enquanto costeavamos o topo.

Até aí tudo ótimo, tudo bom. Começamos então a parte mais íngreme que leva ao topo do Andaraí Maior. Neste trecho, às vezes é necessário utilizar as mãos para pequenas escalaminhadas.

No que a mata começa a abrir, já no cume, foi que começamos a avistar a infinidade de aranhas que habitam o local. Como vocês podem ter uma idéia pelas fotos. Embora seja só uma idéia mesmo. A quantidade é absurda!!

Neste ponto, a Monike já não está muito confortável. Mas trilha que segue. Não chegamos até aqui para desistir, né!? Seguimos pela cumeada até começar uma pequeno declive e, aí sim,se descortinar um belo visual, de onde vemos o Pico da Tijuca, o Tijuca Mirim, o Morro do Elefante e parte do Grajaú, Vila Isabel e adjacências. Detalhe: o mirante fica em cima de um precípio a 90º.
Então, relaxamos, apreciamos a paisagem. Até que de repente um grito da Monike:

-Aranha!! Aranha!!

E eu pensei: e daí Monike, deve ter umas 10 mil aqui. Deixa elas em paz!

Então eu me viro e vejo esta enorme caranguejeira nos encarando. Tiro umas fotos e a Monike pede para ir embora. A aracnofobia dela atacou e descemos rapidamente.

Quando estavamos passando pela bifurcação da Gruta Maior, e depois de uma pequena cobra atravessar nosso caminho, achamos melhor deixar para outro dia, ou melhor, a Monike achou. Só consegui acalmá-la quando encontrei estes cogumelos. Quem tiver o prazer de trilhar conosco vai saber o quanto esta mulher é tarada por cogumelos.

Bom não posso dizer que foi uma das melhores trilhas. Mas sempre vale a pena! Foi interessante, o visual é bem bacana, e pudemos ver essa bela aranha (não acho que a Monike compartilhe esta opinão). Mas a verdade é que não é todo dia que vemos um animal tão belo em seu hatitat natural.


Ficamos por aqui. E só para animar um pouquinho a galera mando aqui uma foto tirada no Pico da Tijuca. Trilha que em breve faremos novamente.