"Eu não quero ser o que eu não sou, eu não sou maior que o mar."


Contato: leogdias@yahoo.com.br







6 de novembro de 2009

Morro do Caeté - Prainha


Mais uma trilha bem light. O Morro do Caeté é aquele que separa a Prainha da Praia da Macumba. Vale muito o visual. Da pra ver toda a extensão da Macumba e da Barra, e durante a subida vê-se a Prainha.
Na volta nada como um banho de mar nesta praia belíssima que é a Prainha. Com certeza uma das três mais bonitas do Rio. E não é que encontramos novamente nossa amiga Maria Farinha. Essa era bem exibicionista, adorou posar pra foto.
Vale também a visita ao Parque Municipal da Prainha. Iniciativa muito bem vinda, que vai preservar um santuário. Lembro que no final da década de 80, havia uma construtura que iria levantar um conjunto de cinco ou seis prédios ali. Participei até da manifestação contra. E hoje fico feliz de ver algo tão bonito e rico bem cuidado e preservado.



25 de outubro de 2009

Praias Selvagens - Praia Funda e do Inferno

Praia do Meio, vista da trilha
Praias Selvagens. Para quem não conhece são aquelas praias pequenas entre Grumari e Barra de Guaratiba. Só são acessíveis, por terra, por trilha de, no mínimo, 40 minutos de caminhada.

Desta vez fomos pela trilha que vai direto para a Praia Funda, pois já tínhamos ido pela que leva para a Praia do Perigoso (vide postagem antiga).

Depois de achar o início da trilha, no Caminho da Bica, fomos subindo em um desnível de cerca de 100m e depois descemos cerca de 200m.


Praia Funda


Chegamos então à Praia Funda. Areia branca, praia linda. Com habitantes como a Maria Farinha abaixo. Aqueles da minha época sabem que esses siris existiam em todas as praias do litoral do Rio até o final da década de 70. Hoje, só nesses refúgios.

Seguimos em direção à Praia do Inferno. Basta atravessar as pedras à esquerda de quem olha para o mar.




Lá havia alguns pescadores, ao contrário da Praia Funda que estava totalmente deserta.

São praias espetaculares, totalmente selvagens, em pleno Rio de Janeiro.

Faltou só a visita à Praia do Meio, pois estavamos com hora marcada, péssima combinação com trilhas.


Acima: Praia do Inferno; Abaixo: Restinga de Marambaia


Sugiro a quem quiser conhecer as Praias Selvagens fazer o circuito completo. Passeio para o dia todo. Ou seja, saia da vila da Barra de Guaratiba, pegue a trilha para a Pedra da Tartaruga. Visite a Praia dos Búzios ou das Conchas, suba a Pedra da Tartaruga, vá a Praia do Perigoso, volte um pouco pela trilha, pegue a bifurcação para a Praia do Meio, siga para a Praia Funda, visite a Praia do Inferno, volte para a Praia Funda, pegue a trilha para o Caminho da Bica e retorne ao ponto de origem. Sem parar dá umas três horas, devagar. Aproveitando tudo, é o dia todo. Vale demais a pena!


4 de outubro de 2009

Sacopã - Parque da Catacumba

Trilha muito light, perfeita para quem está devendo no preparo físico. Na verdade, nosso objetivo era o Morro da Saudade, mas as duas trilhas estão fechadas. A pela rua Bogari e a pela Macedo Sobrinho estão com portões fechados a cadeado. Incrível, não?



Fomos então para o Parque da Catacumba, queria ir para o Morro dos Cabritos, mas não conheço o caminho. Quem souber, por favor divulgue.


O parque está meio largado, comum aqui no Rio. Foi a primeira vez que fomos lá. As obras de arte são interessantes e a trilha vale como iniciação ou para relaxar.


Em quinze minutos estávamos no mirante. Valeu para não perdermos a viagem. Estão instalando equipamentos de arvorismo lá. Tomara que ajude a revitalizar a área, pois é chamativo ver o parque da Lagoa em frente lotado e o Parque da Catacumba tão largado.

Até a próxima!!

27 de setembro de 2009

Travessia Paineiras - Mesa do Imperador (Morro do Queimado)

Mais uma trilha não divulgada pelo Parque Nacional da Tijuca e mais uma trilha muito linda. Parece até que eles querem esconder as trilhas mais bonitas.



Mas vamos ao que interessa. Achei a trilha graças ao livro "Trilhas do Rio", aliás livro raro, que só encontrei a muito custo. Suspeitava onde era o início e sabia onde era o fim, mas por ambos os lados eu não acharia o caminho. A trilha surge, nos dois lados, de bifurcações quase imperceptíveis.



Subi pelas paineiras e depois de subir um desnível de uns 150m começou a aparecer o visual. Primeiro a zona norte, Baía de Guanabara e Serra dos Órgãos ao fundo. Conforme vamos contornando pelo cume do Morro do Queimado vai surgindo a Zona Sul e posteriormente um pedaço da Barra, por detrás da Pedra da Gávea.





No topo fui presenteado com um mergulho no ar de um gavião. O som dele cortando o ar é simplesmente indescritível.



Trilha muito interessante, bonita e agradável. Fiz em um sábado de sol, ida e volta em 2h e 20min, e ninguém no caminho. Só no Rio de Janeiro, 10.000.000 de habitantes e uma trilha linda e deserta.



4 de setembro de 2009

Pedra da Gávea

Portal da Gávea

A Carrasqueira


Finalmente, o sonho foi realizado! Desde criança sonhava em subir a Pedra da Gávea, e era aquele sonho que a gente vai deixando, deixando e de repente vê que o tempo já passou. Mas não desta vez. Fui lá e comprovei: Vale todo o esforço!

Vou dizendo logo: é pesada! Mas como vale a pena! São cerca de 3h de subida, quase 800m de altitude em apenas 1650m de distância, dá pra imaginar a inclinação.



Bom, as fotos dispensam comentários. E a temida Carrasqueira? Bom, não é moleza, não.
A princípio pareceu tranquila, mas na volta, a descida é sempre mais complicada, deu pra ver que não dá pra dar mole. Ela exige preparo físico, muita atenção e habilidade. De qualquer maneira uma corda ajuda muito. Só não entendo porque não colocam aqueles degraus de ferro na carrasqueira, a trilha é cheia deles, e quando chega a parte mais perigosa, nenhum! Dá pra entender?


É isso aí galera! Quem puder ir, vá. O lugar é incrível, e digo mais, mesmo que você não queira subir a carrasqueira, só o visual até lá já vale a pena.

Com essa, a Matrilha completou todas as trilhas oficiais do Parque Nacional da Tijuca, além de algumas não oficiais. Acho que vamos começar a expandir. Afinal, as trilhas são incontáveis, e a alegria de percorrê-las é infinita.








18 de agosto de 2009

Praia do Perigoso - Pedra da Tartaruga

Você conhece alguma cidade que tenha praias paradisíacas, mas que para se chegar a estas praias seja necessário caminhar 40 minutos por uma trilha para chegar a primeira delas? Sim, existem alguns lugares assim, aqui mesmo no Brasil, em algumas cidades litorâneas pequenas. Só que não há necessidade de ir muito longe. Estou falando de uma cidade com mais de 10 milhões de habitantes, uma metrópole, que você conhece: Rio de Janeiro.
Ela merece o título: Cidade Maravilhosa, e digo mais, o mérito é todo dela, porque ela é maravilhosa apesar dos que os homens fizeram com ela.



Pedra da Tartaruga

Deixamos o carro em Barra de Guaratiba e entramos na trilha, que vai costeando o mar até chegar a Praia do Perigoso, no pé da Pedra da Tartaruga, a primeira das quatro praias isoladas entre Grumari e Barra de Guaratiba.

Para ratificar o que disse acima, é triste ver quanto lixo e pichação na trilha e na praia, mas apesar de tudo, é maravilhosa.
Logo nas primeiras curvas da trilha podemos ver a Pedra da Tartaruga, não precisa perguntar o porquê do nome.
Antes de chegar a Praia, segui a bifurcação para o cume da Pedra da Tartaruga de onde se vê três das quatro praias.
Praia do Perigoso, vista do cume da Tartaruga

Desci então e dei um mergulho delicioso nesta praia selvagem, água morna e limpa. Faltou um pouco de disposição para seguir para a Praia do Meio, então resolvi deixar pra próxima.
Na volta, fomos brindados pela companhia desta bela ave, que não sei o nome, mas que tem um rabo extremamente bonito, principalmente quando aberto.

16 de agosto de 2009

Corcovado

Fomos ao Corcovado. De tremzinho? Não. De Van? Não. De Carro? Não. Então como? Pela trilha é lógico! Trilha fascinante, não há maneira melhor de conhecer o Corcovado, pena que a grande maioria dos turistas não conheça esta opção.


Saída do Parque Lage, olha o nosso destino lá em cima
Saímos do Parque Lage, no começo é uma trilha bem leve, em zig-zag, passando por algumas belas quedas d'água. Porém, após cruzarmos pela terceira vez o mesmo rio, começa a parte pesada da trilha, onde subimos cerca de 500m percorrendo apenas uns 1000m, imagine a inclinação.



O Cristo em uma das brechas da floresta

Foi surpreendente a quantidade de animais que encontramos na trilha. Esquilos, pelo menos uns sete, andando juntos, elétricos, nos acompanharam por uns 200m pareciam querer nos cercar. Um macaco prego solitário, que não parava de jogar os restos de seu lanche de cima da árvore, parecia um bombardeio. E um sagüi, também solitário, este parecia fascinado pela minha mochila, acho que ele advinhou que tinha banana lá. Nos seguiu também uns 200 m, como não ganhou nada, desistiu.



Uma das cascatas, a partir daqui fica pesado




Cordinha salvadora, estava escorregando muito


A trilha segue bem inclinada, até chegar ao trilho do trem do corcovado. A partir daí seguimos o trilho por mais uns 300m e saímos na estrada, mais uns 300m e... Barrados!!!!

Quase lá, já na pista





Monike querendo pegar uma carona


O guarda parou a gente e informou que tínhamos que pagar. Tudo bem, quanto é? Treze reais. Tá legal, onde compro? Você veio pela trilha? Ah, vai ter que descer, só vende lá embaixo.
Dá pra acreditar?????????????????????????????????????????????



Curva do Oh! Pra gente foi a curva do Ah! Estamos chegando.






Parque Lage, visto do Corcovado


Quer saber de uma coisa. Tiramos a foto de costas e descemos felizes trilha abaixo. Invés dos 50 reais do trem, ou dos 26 da van, não gastamos nem um centavo e posso dizer sem nenhuma dúvida: agora, sim, eu conheço o Corcovado!






Barrados! Tudo bem! A pose tradiconal, ao contrário